Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, participou, neste sábado 16, do programa “Altas Horas” e comentou o impacto do vídeo que gravou sobre a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais, no qual denunciou, entre outros, o influenciador paraibano Hytalo Santos, preso desde sexta-feira 15 em São Paulo. O registro, publicado em 6 de agosto e com quase 50 minutos de duração, acumula mais de 44,2 milhões de visualizações até a manhã deste domingo 17.

Durante a entrevista, Felca explicou que a motivação para gravar o vídeo foi a indignação ao perceber a frequência crescente da “adultização” de menores nas redes. Ele ressaltou que, nas redes sociais, internautas celebraram sua coragem ao denunciar práticas que poderiam colocá-lo em risco de perseguição digital.

Felca também comentou sobre o formato do vídeo, em horizontal e longo, e se disse surpreso com o grande número de pessoas que conferiram o conteúdo. No material, ele citou casos como o da adolescente Kamyla (ou Kamylinha), que aos 12 anos aparecia em vídeos com Hytalo Santos e hoje, aos 17, foi “adultizada” em conteúdos com danças e cenários envolvendo bebidas alcoólicas, criados para atrair público adulto.

Após a publicação do vídeo, a conta de Hytalo Santos no Instagram foi desativada.

Denúncias explodem no Brasil

O número de denúncias de pornografia infantil recebidas pela SaferNet Brasil cresceu 114% após Felca publicar o vídeo “Adultização”, cujo conteúdo mostra como criadores de conteúdo lucram com vídeos sexualizados de crianças e adolescentes nas redes sociais. Entre 6 e 12 de agosto, a SaferNet registrou 1.651 denúncias únicas, ante 770 no mesmo período do ano anterior.

O conteúdo de Felca denuncia a distribuição de vídeos de abuso pelo Telegram, além do uso de siglas como “cp” (child porn) e emojis para ocultar o material.

No Rio Grande do Norte, os números também preocupam. Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), mostram que, de janeiro até 11 de agosto, foram registradas 91 violações contra a liberdade sexual de crianças e adolescentes. Em todo o ano de 2024, foram 66 casos.

A Ouvidoria mantém canais 24h para registro de denúncias, identificadas ou anônimas, pelo Disque 100 ou pelo site oficial.

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