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Vereadores alertam para prejuízos sem a engorda de Ponta Negra

Os vereadores de Natal estão preocupados com o retardo do início da engorda de Ponta Negra, criticam a morosidade do Executivo Estadual em liberar a licença operacional da obra, mas defendem a abertura de um diálogo entre o município e o governo do Rio Grande do Norte para acelerar a sua conclusão, a fim de permitir o acesso de banhistas e turistas ao calçadão e à prais sem atropelos.

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Ériko Jácome (PP), “é difícil afirmar se há um maior interesse ou total desinteresse político por parte do Governo do Estado em relação ao tema da engorda da Praia de Ponta Negra”, mas afirma ter ciência do projeto, que “é complexo e requer uma avaliação cuidadosa dos impactos ambientais e sociais decorrentes de sua magnitude”.

No entanto, continua Jácome, “sua implementação é conhecidamente o primeiro passo para revitalizar nosso cartão postal”, apesar de considerar “a preocupação com a análise técnica do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, uma abordagem mais proativa por parte do governo estadual seria benéfica. Inicialmente, convidar a Prefeitura de Natal para uma colaboração poderia levar a soluções rápidas e eficazes”. Jácome avaliou, ainda, que a engorda da Praia de Ponta Negra “tem o potencial de ser o catalisador para a retomada do desenvolvimento de nossa cidade. Este projeto não só melhoraria a infraestrutura local, mas também impulsionaria o turismo e a economia, trazendo benefícios significativos para Natal como um todo”.

Por fim, o presidente da Casa acrescento que “é crucial que todas as partes interessadas trabalhem em conjunto para superar os desafios técnicos e burocráticos, garantindo que o projeto seja realizado de maneira sustentável e benéfica para todos os cidadãos”.

O vereador vereador Kleber Fernandes (Republicanos) acha “um verdadeiro absurdo, vejo isso com muita indignação haja vista que esse é um projeto que vai revitalizar, requalificar e potencializar o desenvolvimento econômico, social, urbanístico, a movimentação de renda, geração de oportunidades de emprego, Natal hoje perdeu competitividade frente às capitais da região nordeste sob o ponto de vista de movimentação turística que é a nossa principal atividade econômica”.

Kleber Fernandes reforça que “estamos perdendo hoje para João Pessoa (PB), para Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA), mas a obra da engorda irá proporcionar uma nova roupagem e perspectiva de movimentação econômica e turística em Ponta Negra é o nosso principal cartão postal”. Para Fernandes, “que essa questão deve ter obrigatoriamente um viés de responsabilidade de comprometimento com a cidade sem levar para o lado político, o Idema deveria de uma forma técnica mas de uma forma responsável, célere e urgente fazer a apreciação e a liberação dessa licença”. Na avaliação de Fernandes, com o atraso da engorda de Ponta Negra, “Natal perde é a geração de renda para a população, de emprego. Então é bastante preocupante e nós achamos que é uma decisão que precisa ser tomada de forma urgentíssima, haja vista a importância dessa obra para o desenvolvimento de Natal.

O vereador Robson Carvalho (União Brasil) disse que o imbróglio na liberação da licença de operação do Idema “é péssimo para cidade de Natal, se isso vier a acontecer, perda enorme com prejuízos ambientais ao nosso maior cartão postal e econômicos em relação a geração de emprego e renda”. Segundo Carvalho, “Natal não merece esse egoísmos eleitoreiro por parte do governo do estado, por meio do Idema que tem que ser um órgão imparcial e técnico. O município já enviou todas as informações solicitadas pelo órgão”. Carvalho disse, ainda, que “Natal precisa saber o que está acontecendo e pressionar o governo do Estado para que haja essa liberação. São R$ 70 milhões em jogo e acima de tudo o futuro ambiental e econômico da nossa cidade”.

A análise do vereador Felipe Alves (União Brasil) é de preocupação, pois essa obra da engorda da Praia de Ponta Negra “será um verdadeiro divisor de águas para a cidade, no que diz respeito ao desenvolvimento, ao aquecimento do turismo, que é a nossa principal atividade econômica”. Felipe Alves considera “importante ressaltar que a licença prévia já foi concedida, ou seja, já foi constatada a viabilidade da obra, o que está faltando é a licença de operação e instalação do canteiro de obra propriamente dito, ou seja, não há porque tanta demora diante da necessidade urgente que nós temos de ver essa obra concluída e natal ganhar muito, sem falar na questão ambiental do Morro do Careca, que está sofrendo com a erosão do avanço das marés”.

A vereadora Nina Souza (União Brasil) diz que o atraso da obra “é um desastre para o Rio Grande do Norte, não só para Natal, afinal Ponta Negra é um cartão postal para o mundo, mas se arrasta há anos”. Nina Souza questiona que o prefeito Álvaro Dias (Republicanos) “viabilizou o que é mais dificil, os recursos para a execução da obra, as máquinas estão atracadas esperando o seu início e, simplesmente, o Idema faz um papelão desse, qual a matéria que tem hoje no Idema mais importante do que a engorda?”.

“Creio acreditar que tenha algo mais importante do que a engorda, então porque não parar todos os trabalhos, fazer uma força tarefa e chamar todos os órgãos envolvidos e tentar equacionar isso pra que a cidade não perca?”, indagou Nina Souza. “Na hora que se precisa que a classe politica se una, simplesmente se isola, um trabalhando para que o outro não faça, isso é muito mesquinho, a gente apela à governadora Fátima Bezerra (PT) pra que chame todo mundo e resolva isso pra que a engorda se inicie”, afirmou a vereadora.

O vereador Raniere Barbosa (União Brasil) entende que há uma questão técnica para um atraso encaminhamento de informações e a análise do projeto de ambas as partes, mas acredita que “quando se quer fazer e tem prioridade, resolve-se rápido, até porque o interesse da cidade, o interesse público, o interesse coletivo”. Então, Barbosa, acha “também há entraves políticos em não dar como prioridade, vejo como inevitável no ano eleitoral e duas gestões que são adversárias politicamente. A Prefeitura e o Governo do Estado. Quem perde é a cidade, quem perde é a população, porque os gestores têm que entenderem que as questões.

Já o vereador Aroldo Alves (União Brasil) disse que o Idema, realmente, “tudo o que puder fazer para dificultar o avanço da cidade, especialmente a administração, vai criar dificuldade de todas as naturezas, sabendo, que tudo isso afeta o povo, principalmente a parte de turismo de Natal”. Na opinião de Aroldo Alves, o Idema “deve ter uma consciência própria, principalmente de seus dirigentes, de não ir na politicagem, que é o que mais atrasa esse país, e especialmente o Rio Grande do Norte, pois tenho certeza que com essa draga atracada no porto, o custo é muito alto e a cidade não pode pagar um custo, ou as diárias dessa máquina que veio de longe”.

A vereadora Camila Araújo (União Brasil) diz que “vê um palanque armado” nessa questão da engorda de Ponta Negra, “uma queda de braço, onde só quem perde é a população”. Camila Araújo inclui o descaso do governo em relação a outras obras, como a Praça André de Albuquerque, na Ribeira e do Pro-transporte, na Zona Norte de Natal.

Vereador do PV acha que prazo de 120 dias é razoável

A vereadora Brisa Bracchi (PT) diz que “não existe demora do Idema, o órgão está completamente dentro do prazo. O que vejo é uma pressão política para que se antecipe um trabalho técnico”.

Brisa Brachi afirmou que “a licença para uma obra com tamanho impacto ambiental como a engorda não pode ser objeto de disputa política, é falta de responsabilidade com nossa orla e nossa cidade. Deveria ser consenso entre todos e todas nós querer que a melhor análise seja feita para garantir o menor impacto e maior proteção ambiental possível em uma obra dessa dimensão”.

O vereador Milklei Leite (PV) entende que não há demora na liberação dessa licença: “Sabemos que uma obra dessa magnitude os prazos devem ser cumpridos, uma vez que são diversos os estudos no ecossistema das áreas onde serão retirado a areia, e também onde essa areia será colocada, 120 dias é no mínimo razoável, esse prazo a prefeitura já sabia desde o inicio do projeto, eles deveriam ter mandado antes, e eu como presidente do Partido verde tenho responsabilidade ambiental, e sabemos os danos que isso pode causar ao meio ambiente se for liberado d toda forma”.

Para Leite, “interesse político seria apressar de forma irresponsável uma análise para uma obra dessas, o Idema tem um corpo técnico de grandes profissionais que tem além da responsabilidade como servidor público, cada um tem sua história acadêmica que está em jogo”.

Tribuna do Norte

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