A campanha de vacinação contra a gripe terá início no dia 28 de março em todo o Rio Grande do Norte, com a realização do Dia “D” de mobilização, quando os postos de saúde funcionarão em horário ampliado para facilitar o acesso da população. A ação segue até 30 de maio e tem como meta imunizar mais de 1,4 milhão de pessoas no estado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o objetivo é reduzir complicações, internações e mortes causadas pelo vírus Influenza, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. A meta é alcançar pelo menos 90% de cobertura em cada um dos públicos prioritários, estimados em 1.424.963 pessoas no RN.
A campanha ocorre em um cenário de circulação ativa do vírus. Em 2026, o Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) já confirmou 154 casos de Influenza A e B no estado, com dois óbitos registrados. Atualmente, 27 pessoas estão internadas na rede pública com síndrome respiratória aguda grave associada à doença.
A vacinação é destinada a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, além de grupos específicos considerados mais expostos ou vulneráveis. Entre eles estão puérperas, povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde e da educação, forças de segurança e salvamento, militares, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e dos Correios, além de pessoas privadas de liberdade, profissionais do sistema prisional e jovens em medidas socioeducativas.
Também fazem parte do público-alvo pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade, grupo que apresenta maior risco de agravamento da gripe.
Segundo a Sesap, a vacina é segura e continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra a doença. O imunizante é capaz de estimular a produção de anticorpos durante o período de maior circulação do vírus, reduzindo a gravidade dos casos e a necessidade de internação.
A orientação das autoridades de saúde é que as pessoas incluídas nos grupos prioritários procurem as unidades básicas de saúde ao longo do período da campanha, mesmo após o Dia “D”, garantindo a proteção individual e contribuindo para a redução da transmissão no estado.
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