O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 79, voltou a usar maquiagem na mão um mês após ter sido diagnosticado com insuficiência venosa crônica.

O que aconteceu

Detalhe na mão de Trump foi visto em evento oficial na Casa Branca. Na sexta-feira (22), ele recebeu em Washington o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e chamou atenção pela forma como tentou esconder o dorso da mão direita. Antes, especulações acerca de sua saúde aumentaram depois que fotos mostraram hematomas na mão dele.

Presidente americano teve diagnóstico de doença venosa crônica em meados de julho. O resultado veio após ele procurar um médico para fazer exames devido às pernas inchadas. Segundo a secretária de imprensa Karoline Leavitt, a condição é benigna e não há evidência de trombose venosa profunda.

Hematoma na mão não teria relação com doença, segundo a Casa Branca. Leavitt disse que a mancha “é consistente com uma pequena irritação dos tecidos moles causada por apertos de mão frequentes e pelo uso de aspirina, que é tomada como parte de um regime padrão de prevenção cardiovascular”.

Em estágio mais avançado, a insuficiência venosa crônica pode causar úlcera venosa. São feridas que aparecem na perna, perto do tornozelo, devido à dificuldade do retorno do sangue das pernas para o coração.

A condição é caracterizada por alterações nas veias das pernas, que se dilatam ou têm suas válvulas venosas danificadas. Isso faz com que o fluxo sanguíneo reduza e a pressão dentro dos vasos aumente. Pode haver obstrução ou refluxo, com o sangue subindo e descendo.

Causas, sintomas e tratamento

A causa primária da insuficiência venosa crônica é genética. Varizes são um sintoma da condição, e fatores de risco incluem obesidade, envelhecimento, gestações e ficar sentado ou em pé por longos períodos. Ter histórico de trombose venosa profunda pode ser uma causa secundária do quadro, mas não é a mais comum.

O quadro causa retenção de líquido e outros sintomas. É uma doença progressiva que apresenta dor, cansaço, depois veias dilatadas e inchaço. A perna fica mais frágil, e no homem pode acontecer de perder os pelos no final da perna.

O diagnóstico é baseado em exames e avaliação médica. Aparência e sintomas são indicativos, e ultrassonografia com doppler das pernas ajuda a confirmar se o inchaço não é causado por trombose venosa profunda.

A condição não tem cura, mas tem tratamento. “Exercícios físicos ajudam muito a melhorar os sintomas. Em alguns casos, meias elásticas de compressão ajudam quem tem inchaço, e algumas medicações específicas podem ser usadas”, disse a médica Ana Alyra Garcia Carvalho, cirurgiã vascular no NuMA (Núcleo de Medicina Afetiva), que também atua no pronto-socorro de cirurgia geral do Hospital Israelita Albert Einstein em entrevista a VivaBem em julho. Dependendo do grau da insuficiência, uma cirurgia para tirar a veia doente pode ser necessária.

UOL

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