
O site Ranking dos Políticos cita que três dos 11 parlamentares do Rio Grande do Norte estão entre as 100 “cabeças” do Congresso Nacional em 2026. Líder da oposição no Senado Federal, o senador Rogério Marinho (PL) é o parlamentar potiguar melhor colocado, aparece em 14% lugar, com 9,55 pontos, subindo 148 posições em relação ao ranking do ano passado.
Mais atrás, surge a senadora Zenaide Maia (PSD), em 72º lugar, com 9,20 pontos, subiu 236 posições e em seguida o deputado federal General Girão (PL) está na 88ª posição, com 9,15 pontos, ascendeu 34 posições.
De acordo com o Ranking dos Políticos, outros parlamentares do Rio Grande do Norte estão assim assim posicionados: o deputado Sargento Gonçalves (PL), 112º, 9,08 pontos, que subiu 24 posições; o senador Styvenson Valentim (Podemos), 123º, 9,04, cresceu 17 posições; deputado João Maia (PP), 287º, 7,38 pontos, subiu 241 posições.
De uma bancada de 513 deputados federais e 81 senadores no Congresso Nacional, três parlamentares do Rio Grande do Norte aparecem nas últimas posições – os deputados federais Fernando Mineiro e Natália Bonavides (PT), que estão em 339º e 500º lugares e a deputada Carla Dickson (PL), na 502ª colocação, que só assumiu mandato na atual legislatura no fim de 2024, com a eleição do então deputado Paulinho Freire (União) para prefeito de Natal.
O site Ranking dos Políticos ainda mostra que da atual legislatura (2023/2026), o deputado federal Robinson Faria (PP) não aparece em nenhuma listagem anual.
Criado em 2011, o site Ranking dos Políticos informa que “faz uma avaliação sobre o desempenho dos parlamentares de forma apartidária e objetiva, aproximando cidadãos do Congresso Nacional”, fornecendo dados objetivos que permitam à população compreender como seus representantes estão atuando, sem viés partidário.
Os dados utilizados pelo Ranking são obtidos diretamente de fontes públicas oficiais, acessadas por meio de APIs dos sites do governo, incluindo os portais da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e outros sistemas legislativos oficiais, garantindo que todas as informações sejam verificáveis, atualizadas e confiáveis.
Segundo o site, a metodologia para a escolha das votações que o Ranking pontua é cuidadosamente delineada para garantir a precisão nas avaliações.
Para acompanhar um projeto de lei, nossa equipe de relações governamentais envia um relatório dos principais projetos que tendem a ser votados no Congresso Nacional aos membros do Conselho de Leis, destacando alterações propostas, aspectos positivos e negativos, com fundamentação adequada.
Em seguida, os membros do Conselho realizam discussões colaborativas para decidir se a organização irá ou não monitorar e avaliar o projeto. Para que uma proposta seja classificada como favorável, é necessário alcançar um consenso de 70% entre os integrantes do Conselho.
Este processo garante que apenas as votações mais pertinentes e significativas sejam consideradas na avaliação do desempenho dos parlamentares, promovendo transparência, rigor e qualidade em nosso trabalho.
A metodologia do Ranking é periodicamente revisada ao final de cada ano legislativo, assegurando que critérios e seleção de votações permaneçam consistentes, relevantes e continuamente aprimorados.
Os dados utilizados são auditados e verificados, reforçando o compromisso com a transparência e a confiabilidade das informações. Todas as informações sobre fontes, critérios e metodologias estão disponíveis no Manual de Metodologia, garantindo que qualquer interessado possa compreender detalhadamente o processo de avaliação e pontuação.
Marinho critica STF em pré-campanha
O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (28) para apresentar ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, uma manifestação em defesa da autonomia da Justiça Eleitoral e contra interferências do Supremo no processo eleitoral.
Acompanhado do advogado Marcelo Bessa, Marinho entregou um memorial no qual questiona o uso da Reclamação Constitucional para alterar decisões da Justiça Eleitoral relacionadas a eleições suplementares.
Segundo Marcelo Bessa, a medida apresentada ao STF busca preservar condições mínimas de equilíbrio nos pleitos eleitorais.
“Uma eleição suplementar exige um prazo minimamente razoável, sob pena de se inviabilizar qualquer pleito eleitoral minimamente justo”, afirmou o advogado.
Após a reunião com Fachin, Rogério Marinho disse haver preocupação com o que classificou como um movimento recorrente de interferência judicial em disputas eleitorais.
“Na eleição passada, em 2022, nós tivemos um Tribunal Superior Eleitoral extremamente hipertrofiado. Um tribunal que, na nossa opinião, claramente, pelas decisões que tomou, terminou interferindo no resultado das eleições”, declarou.
O senador afirmou que o objetivo da manifestação entregue ao STF é garantir “equidade, equilíbrio e paridade de armas” entre os candidatos.
“Nós queremos que cada candidato tenha condição de colocar suas opiniões, que os partidos possam exercer a sua atividade de buscar o voto do eleitor e colocar seu programa à disposição da sociedade para ser julgado por ela”, disse.
O senador afirmou que pediu ao ministro Edson Fachin sensibilidade diante do caráter excepcional do caso e solicitou que o tema seja submetido ao colegiado da Corte.
“Sabemos que é incomum a suspensão de uma liminar concedida por um membro da Corte, mas entendemos que esse precedente precisa ser discutido pelo colegiado”, afirmou.
COMO A NOTA É CALCULADA
A nota final vai de 0 a 10 pontos.
Ela é formada por uma nota base (100% = 10 pontos) e por ajustes de bônus ou penalidades.
Na nota base entram:
Votações: até 7,5 pontos (75%)
Gastos: até 1 ponto (10%)
Presença: até 1 ponto (10%)
Privilégios: podem reduzir até 0,5 ponto (5%) da nota base
Nos bônus e penalidades adicionais entram:
Processos: cada condenação definitiva reduz 0,5 ponto
Produção Legislativa: pode acrescentar até 0,6 ponto
Articulação Legislativa: pode acrescentar até 0,4 ponto
ESCALA DE IMPORTÂNCIA DOS PROJETOS
Extrema importância (10 pontos)
Projetos que promovem mudanças estruturais e de longo alcance para o Brasil, afetando pilares como economia, sistema político, estrutura do Estado ou direitos fundamentais.
Exemplo: reforma tributária ampla, reforma administrativa, alterações constitucionais centrais.
Alta importância (8 pontos)
Projetos que geram impacto expressivo em políticas públicas ou no funcionamento de setores estratégicos, com efeitos nacionais relevantes, ainda que não reestruturem todo o sistema.
Exemplo: marcos regulatórios de setores econômicos, alterações significativas no orçamento ou no sistema de saúde e educação.
Relevante importância (6 pontos)
Projetos que têm impacto relevante em áreas específicas da sociedade ou em grupos sociais significativos, mas que não modificam a ordem institucional como um todo.
Exemplo: criação de programas nacionais em áreas sociais, mudanças importantes em legislações setoriais.
Média importância (4 pontos)
Projetos que possuem efeitos mais localizados ou pontuais, mas ainda assim contribuem para a qualidade da legislação.
Exemplo: alterações procedimentais em órgãos públicos, ajustes de legislação em áreas restritas ou de alcance moderado.
Baixa importância (2 pontos)
Projetos de alcance limitado ou de caráter administrativo, cujo impacto é pequeno sobre políticas públicas ou na vida da população em geral.
Exemplo: ajustes técnicos sem repercussão prática relevante.
Fonte – Ranking dos Políticos
Tribuna do Norte
