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PT liga alerta e aciona base de campanha para ajudar Lula em início turbulento de governo

O PT quer reativar estratégias de mobilização adotadas na campanha pela eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio às crescentes cobranças internas pela busca de maior envolvimento da população com as bandeiras governistas.

A baixa conexão do Planalto com setores da sociedade, os tropeços na comunicação e o cenário pedregoso no Congresso têm preocupado aliados, com alertas de que é preciso uma ação rápida em um contexto de “disputa de narrativas”, expressão usada pela militância petista.

O primeiro passo do partido será retomar os chamados Comitês Populares de Luta, que funcionaram como embaixadas da campanha em 2022. Mantidas por filiados e voluntários, as unidades se valiam do contato direto para apresentar propostas, desmentir fake news e motivar apoiadores.

A secretária nacional de mobilização do PT, Mariana Janeiro, diz que o objetivo é retomar as atividades de “todos os comitês possíveis”. Segundo ela, ainda estão registrados cerca de 4.000 espaços.

“É natural as coisas darem uma arrefecida depois do período eleitoral. Agora, temos um governo para dar sustentação. Vencer a eleição é um passo, manter o governo é outro, e é um momento perene. Para isso, precisamos das bases organizadas para disputarmos a narrativa que está posta”, afirma Mariana.

A retomada dos comitês para fortalecer o trabalho de base foi apontada como prioridade nas discussões do seminário de comunicação que o PT abriu em Brasília nesta quinta (13) e conclui nesta sexta-feira (14).

A manutenção das estruturas já tinha sido determinada em uma resolução do diretório nacional da sigla. Pela proposta, partidos aliados e movimentos sociais estão debatendo o melhor formato, fixando o que Mariana descreve como “função social” dos comitês.

Pressões para que o governo acerte os ponteiros levam em conta a divisão política do país —Lula teve 50,9% dos votos válidos no segundo turno, apenas 1,8 ponto percentual à frente de Jair Bolsonaro (PL)—, a força de uma oposição turbinada nas urnas e a frágil base de apoio no Legislativo.

Segundo pesquisa Datafolha, 38% dos brasileiros acham o atual governo ótimo ou bom, 30% o consideram regular, e 29% o avaliam como ruim ou péssimo.

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Folha de São Paulo

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