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ONU pede investigação sobre ataque a hospital pediátrico de Kiev

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que existe “forte probabilidade” de o hospital pediátrico de Kiev ter sido atingido por um “disparo direto” de um míssil russo e pede investigação.

A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Ucrânia, Danielle Bell, disse nesta terça-feira (9) em Genebra que é necessária uma investigação mais aprofundada com análise de imagens de vídeo.

Danielle Bell afirmou que o hospital foi atingido por um míssil de cruzeiro KH101 “lançado pela Federação Russa”.

Ontem, os ataques russos contra várias cidades ucranianas causaram pelo menos 37 mortos e 150 feridos, incluindo o hospital pediátrico em Kiev.

Poucas horas após o ataque, as forças de Moscou negaram o disparo contra o hospital e acusaram a Ucrânia de ser a autora do bombardeio.  

 Cerca de 400 membros dos serviços de emergência continuam a trabalhar no resgate no hospital infantil Ohmatdit, em Kiev, e em outros locais da capital atingidos pelo ataque russo dessa segunda-feira, informou o presidente da Ucrânia.

“Nos locais atingidos por mísseis, o trabalho de emergência e resgate não parou durante toda a noite”, declarou Volodymyr Zelensky em suas redes sociais, confirmando que 38 pessoas morreram no ataque russo de ontem a Kiev e à região de Dnipropetrovsk, no centro do país. Dessas 38 mortes, 27 ocorreram na capital Kiev.

Segundo o presidente ucraniano, o número de feridos subiu para 190 pessoas, dos quais 64 estão hospitalizados em Kiev e 28 em Kryvyi Rih, a cidade industrial de Dnipropetrosvsk, onde morreram dez pessoas.

Zelensky também afirmou que o governo continua a trabalhar “para fortalecer a proteção” das cidades ucranianas contra ataques russos.

“Haverá decisões. O mundo tem a força necessária para isso”, acrescentou Zelensky, que estará hoje a Washington para participar da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)..

A Ucrânia espera obter novas decisões dos seus aliados no encontro, que lhe permitirão se defender melhor contra ataques aéreos russos.

Kiev pede total liberdade para atacar, com armas dos seus aliados, objetivos militares inimigos dentro do território da Federação Russa e ser capaz de neutralizar na fonte e preventivamente os ataques do Exército russo.

Os Estados Unidos e outros aliados continuam a impor restrições ao uso das suas armas em território russo por medo da reação de Moscou.

De acordo com as autoridades ucranianas, mais de 40 mísseis foram lançados sobre várias cidades ucranianas nessa segunda-feira. Além de Kiev, Dnipro, Kryvyi Rih, Sloviansk, Kramatorsk, Pokrovsk, entre outras, foram alvo dos mísseis russos.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Agência Brasil

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