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Na luta pelo G-8, ABC aguarda decisão do STJD sobre perda do mando de campo

O empate diante do Ypiranga manteve o ABC em condições de lutar por uma vaga no G-8. Os próximos compromissos que o clube terá no estádio Frasqueirão serão primordiais para o sucesso do grupo comandado por Roberto Fonseca. No entanto, existe um sinal de alerta ecoando pelos lados da Rota do Sol: a iminente denúncia que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pretende fazer à agremiação, devido aos distúrbios ocorridos na partida contra o Remo. Embora em estado de atenção, os membros do departamento jurídico abecedista destacam possuir um bom álibi e não acreditam numa punição severa.

Com o rendimento que a equipe vem apresentando na competição, Fonseca não tem dúvida de que o trabalho está prestes a mudar de patamar. Se antes o foco era se afastar da zona de rebaixamento e assegurar a permanência na Série C de 2025, os bons resultados obtidos a partir da goleada contra o Ferroviário-CE, quando a equipe conquistou 57% dos pontos disputados desde então, não deixam mais dúvidas de que o foco agora é a classificação.

“Eu acredito piamente que podemos fazer grandes jogos em casa e alcançar, aquilo que almejamos, que é chegar ao G-8. Sempre com o pé no chão, focados em cada partida, em cada trabalho, temos que pensar primeiro no CSA, para que possamos concretizar onde vamos brigar. Estamos em um momento de transição, você tem que sair de um lado perigoso da tabela para buscar aquele que pode se tornar o segundo grande objetivo na competição”, afirmou Roberto Fonseca.

E é justamente por a equipe estar perto de dar o salto de qualidade esperado que a situação no STJD chama tanto a atenção. Faz uma semana do registro do fato e da citação na súmula pelo árbitro Lucas Guimarães Rechatiko Horn (RS), que foi obrigado a interromper a partida no Frasqueirão, por 12 minutos, devido ao tumulto envolvendo os torcedores.

Conforme relatado em súmula, a confusão começou com a invasão de campo por parte de um torcedor do Remo que, em seguida, tentou roubar e rasgar uma faixa de uma das torcidas organizadas do ABC. Este pode ser o ponto forte da defesa abecedista, que além disso, identificou um dos invasores e formalizou um boletim de ocorrência sobre o incidente.

Marcos Medeiros, responsável pelo departamento jurídico alvinegro, ressaltou que ainda não foi notificado de nenhuma movimentação no tribunal em relação ao caso e, embora reconheça a gravidade da situação, acredita que o ABC possui bons elementos para evitar uma pena mais pesada.

“O que aconteceu foi muito grave e não pode se repetir. Como a denúncia ainda não foi feita, não podemos avaliar o peso dela, então vamos esperar o curso normal do caso. Só depois de saber com base em qual artigo teremos que fundamentar nossa defesa é que mergulharemos mais no tema. Mas eu acredito que, com as provas que temos para apresentar, a situação não deve ser das piores. Vamos aguardar o que virá, sem sofrer por antecipação, porque até agora não houve nenhuma denúncia oficial”, disse Marcos Medeiros.

Para o advogado do ABC, o caso foi bastante peculiar, começando pela ousadia do “torcedor do Remo” que invadiu o campo na casa do ABC e correu metade do gramado para arrancar e rasgar uma faixa de uma torcida rival.
“Temos informações de que havia torcedores de outros clubes infiltrados entre os paraenses. Inclusive, soubemos que esse grupo que foi ao jogo se concentrou em frente à sede social do América, na Rodrigues Alves, e o presidente Hermano Morais chamou a PM para dispersar a aglomeração. Portanto, acreditamos numa ação planejada para prejudicar o ABC”, destacou Marcos Medeiros.

Tribuna do Norte

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