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Lula promete olhar para a frente, mas não esquece Bolsonaro

O presidente Lula (foto) prometeu nesta segunda-feira (10), durante seu discurso pelos 100 primeiros dias de governo, olhar para a frente, mas não conseguiu deixar de lado as menções ao antecessor. O petista repisou todas as críticas a Jair Bolsonaro e disse que seu terceiro mandato será marcado por uma “tentativa de golpe”, em referência aos atos de 8 de janeiro.

Sem novidades para apresentar e com o governo travado por impasses no Congresso Nacional, Lula se disse otimista e cobrou resultados de seus ministros. Após pouco mais de três meses, o governo só conseguiu apresentar antigos programas reciclados, como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.

Para marcar a diferença com Bolsonaro, o petista disse que os servidores do Palácio do Planalto terão de apresentar comprovante de vacina contra Covid — para bater em Bolsonaro, sobrou até elogio ao antigo desafeto FHC.

No discurso, o petista destacou as promessas de investimento do governo para o ano, sempre comparando os números da gestão anterior, e celebrou a proposta do novo arcabouço fiscal, que nem sequer começou a tramitar no Congresso. Nesse momento, o presidente se dirigiu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “De vez em quando, eu sei que você ouve algumas críticas. Eu tenho que elogiar, você e a equipe que trabalharam, porque, certamente, em se tratando de economia, em se tratando de política tributária, a gente nunca vai ter 100% de solidariedade”.

Lula voltou a criticar as altas taxas de juros, mas, desta vez, não mencionou diretamente o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Continuo achando que estão brincando com o país, brincando, sobretudo, com o povo pobre e, sobretudo, com os empresários que querem investir, só não ver quem não quer”, disse, ao dizer que a taxa de juros está muito alta.

O presidente também negou desavenças no governo sobre o novo Ensino Médio, cuja reforma foi suspensa. “Na transição, a gente decidiu que ia continuar o Ensino Médio tal como estava, podendo fazer discussão. E ele [o ministro da Educação, Camilo Santana], democraticamente, decidiu abrir uma discussão de alguns meses para ver se a gente consegue fazer uma combinação perfeita entre a sociedade e os nossos educadores”, disse.

Lula saiu do script em alguns momentos, para criticar o que chamou de “mais um crime de racismo” do Carrefour e condenar um surfista brasileiro, a quem chamou de “malandro”,  por agredir uma mulher na Austrália.

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