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Fiern Jovem vai capacitar novos líderes para a indústria

Pensando o futuro da indústria potiguar e suas lideranças, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), deu posse efetiva nesta quarta-feira (22) aos membros fundadores da Fiern Jovem, programa que reúne industriais com idades entre 18 e 40 anos, associados aos sindicatos filiados à Federação, para ações de desenvolvimento, capacitação de lideranças, imersões, missões em ambientes industriais e ações sociais e ambientais. A posse ocorreu em cerimônia no Solar Bela Vista, na Cidade Alta, zona Leste de Natal.

O presidente da Federação, Roberto Serquiz, que idealizou o programa, diz que se trata de mais um projeto que ativa o módulo Indústria dentro do foco de sua gestão. “Me entusiasma bastante saber do sucesso já antecipado que vemos pelo número de empresários jovens empreendedores, que aderiram ao nosso programa. Não se trata apenas de formação de líderes, nem só de renovação. Esse industrial jovem chega para atuar dentro de um contexto amplo e vem oxigenar a Federação das Indústrias”, declarou.

Ele ressalta que os mais jovens na Casa da Indústria contribuem com novas ideias, sugestões, com a gestão e na discussão qualitativa de ações e projetos. “Isso porque a cada década temos mudanças e quando você faz essa simbiose entre os mais experientes, a própria história da instituição, a memória da instituição, com os novos empreendedores, conseguimos laços e caminhos mais fáceis. O jovem é muito fértil em sonhos e esperança, então isso também é um ponto positivo. Em suma, o objetivo do Fiern Jovem é ser mais um caminho para que a gente atraia jovens empreendedores, com vivência, para a vanguarda indústria”, destaca o presidente Roberto Serquiz.

O programa é presidido pelo diretor de Inovação da Fiern Jovem, Djalma Júnior. Ele diz que o trabalho será pautado em discussões de competências e habilidades para preparar jovens líderes e trazer dinamismo para o associativismo industrial. “Temos um propósito bem delineado, que é a questão da neoliderança, do fortalecimento associativista. Formar líderes jovens, conseqüentemente fortalecendo o desenvolvimento da indústria potiguar. É um trabalho não só de desenvolver esses talentos, mas para preparar para o processo sucessório”, explica.

Segundo o Índice Global de Empresas Familiares, da PwC, companhia de auditoria e consultoria, apenas 36% das empresas de famílias empresárias sobrevivem à 2ª geração. Esse número é ainda menor em relação às demais gerações: 19% sobrevivem à terceira e, somente, 7%, à quarta geração.

O estímulo da Fiern Jovem deve, por exemplo, fortalecer a cultura empreendedora dentro das empresas, focado na inovação e aumento da competitividade das indústrias, resultando em soluções inovadoras e diferenciadas, fazendo-as sobreviver às mudanças globais e também geracionais.

Por isso, o programa é direcionado aos sucessores de uma gestão familiar ou que têm o poder de decisão sobre o CNPJ que ele representa, também envolve o jovem empreendedor. “Em caso de filiais de grandes indústrias, a gente vai ver até que ponto o jovem tem autonomia e liderança para exercer o papel dele dentro do negócio. Aqui a gente está formando pessoas para poder tomar decisões em alguns momentos. Então, se ele não tiver o poder de decisão, não tem sentido estar participando”, destacou o presidente Djalma Júnior.

Ele está na segunda geração dos negócios da sua empresa e diz que o cronograma de atividades será focado nas necessidades dos integrantes, visando a promoção, capacitação, o desenvolvimento e o protagonismo das novas lideranças no estado, bem como a formação de novos empreendedores industriais. “As reuniões serão mensais e teremos missões, que são viagens de campo a alguma indústria, dentro de uma temática; e as imersões nos fins de semana, para trabalhar as formações. Contaremos ainda com o encontro nacional que vai acontecer na Bahia”, conta.

Em outros estados já ocorre esse movimento das federações focado nos mais jovens jovem. “O nosso é o nono estado que entra nesse rol de federações jovens. Minas (Gerais), por exemplo, tem 220 jovens em 12 anos. Espírito Santo, já tem há 20 anos. Então, é um movimento que surgiu por uma necessidade de reoxigenar, tentar preparar o futuro desses jovens para o processo associativista”, explica.

Por isso, outro critério é que a empresa esteja associada ao sindicato industrial, ligado à Fiern. Além disso, será construída uma vocação social para o grupo. Inicia com 40 jovens e todos os anos outros podem ser incluídos através de edital que será aberto. Além de Djalma Júnior, Pablo Farias é o diretor de Relacionamento e Associativismo da Fiern Jovem; e Deborah Sayonara é a diretora de Eventos e Conteúdo da Fiern Jovem.

Tribuna do Norte

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