Search
Close this search box.

Em depoimento à PF, Dias alegou ‘apagão’ de inteligência e falta de informações em 8 de janeiro

O general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse em depoimento à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira que não foi informado sobre ações radicais que ocorreriam em Brasília no fim de semana do dia 8 de janeiro e que, na opinião dele, houve um ‘apagão’ geral do sistema de inteligência.

GDias, como é conhecido, pediu demissão na quarta-feira após virem à tona imagens dele no Palácio do Planalto no dia da invasão. No vídeo, divulgado pela CNN Brasil, ele aparece indicando uma porta aos manifestantes golpistas. Em seu depoimento à PF, o general afirmou que não prendeu manifestantes porque não tinha condições materiais de fazê-lo sozinho. Por isso, disse que os direcionou para o segundo andar do prédio, onde seriam presos, conforme previa o protocolo.

‘Apagão’ no sistema de inteligência

Questionado sobre o funcionamento do sistema de inteligência para o dia 8 de janeiro, ele afirmou que, na opinião dele, o sistema não funcionou.

“Que indagado se o declarante entende se houve apagão da inteligência, respondeu que acredita que houve um ‘apagão’ geral do sistema, pela falta de informações para tomada de decisões”.

De acordo com seu depoimento, ele não foi informado sobre ações radicais que ocorreriam em Brasília no fim de semana do dia 8 de janeiro.

Gonçalves Dias foi questionado sobre as informações que as autoridades dispunham nos dias que antecederam o 8 de janeiro e qual era o nível de risco avaliado para a ocasião.

Ele afirmou que antes do dia dos ataques “não teve conhecimento” de qualquer documento produzido pelo subordinado responsável que indicasse “risco laranja” para a ocasião. Ele disse ter tido acesso a essa informação apenas posteriormente.

Extra

Limpa Mil