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Eleições: PL veta alianças com partidos de esquerda

A Executiva Estadual do Partido Liberal (PL) emitiu resolução vetando aos diretórios municipais a formação de alianças majoritárias com partidos de esquerda para as eleições de 6 de outubro de 2024, citando, nominalmente, a Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e PSOL, por ocasião das convenções partidárias que ocorrerão entre os dias 10 de julho e 5 de agosto em 115 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte.

Conforme a resolução assinada por seu presidente, senador Rogério Marinho e mais oito membros da Executiva Estadual, “eventual declaração de apoiamento realizada por parlamentar ou detentor de mandato que compõe a bancada do PL no Rio Grande do Norte, que contrariar as candidaturas lançadas pelo partido, bem como a aliança majoritária com a Federação Brasil da Esperança, no âmbito da Eleição Municipal de 2024, na circunscrição dos Municípios do Rio Grande do Norte, estará sujeita à instauração de processo ético disciplinar e eventuais sanções – nos termos do art. 45 e seguintes, do Estatuto”.

Já alçado à condição de secretário geral do PL, o senador Rogério Marinho, considerado pelo presidente da Executiva Nacional, Valdemar Costa Neto, como um dos quadros mais habilidosos da sigla, licenciou-se do Congresso para ser o secretário-geral do PL, com a função de coordenar a estratégia nacional na campanha já tida como um passo fundamental para tentar a meta mais ambiciosa em 2026. “Vamos ganhar a eleição presidencial”, disse Costa Neto, à revista “Veja” desta sexta-feira (5).

Já em entrevista à rádio Jovem Pan News Natal em 21 de junho, havia antecipado que “os membros do partido que têm mandato eletivo, vereador, deputado, senador, que é o meu caso, prefeitos, em municípios onde o PL esteja representado em chapas majoritárias, ou vice-prefeito ou prefeito, não são obrigados a nos acompanhar, até porque nós vivemos num país livre e defendemos isso, mas não poderão fazer campanha contra o adversário do partido”.

No entanto, explicava Marinho, “se o fizerem, serão submetidos a comissão de ética. E nós estamos muito preocupados com isso, e não falo no Rio Grande do Norte, eu falo no Brasil. Ou a gente constrói uma cultura partidária em que há um respeito às decisões que são tomadas pelo partido e às diretrizes que são emanadas da sua direção, e isso, claro, após as convenções, porque esse momento agora tudo pode acontecer até a convenção”.

Marinho disse, também, “ou nós seremos mais um partido como os outros. Eu tenho todas as restrições e tenho todas as vírgulas em relação à forma como o PT se posiciona na economia, nos costumes, na sua visão do Brasil. Mas o PT é um partido político que tem centralidade nas suas decisões. Literalmente, o pau quebra no período que antecede as eleições, depois você vê um processo de unidade. Isso dá nitidez à população, porque enxerga um partido como um corpo”.

O PL determinou a publicização do ato, que saiu no “Diário Oficial do Estado” do sábado (6), a fim de dar “ciência inequívoca” a todos os parlamentares que compõe as respectivas bancadas da agremiação política no Estado, mo limite de sua competência estabelecida pelo estatuto partidário – conforme o artigo 24, incisos I, VII e XI.
Segundo a resolução, a medida da Executiva Estadual, adere “de forma expressa e sob caráter definitivo” ao Ofício Circular nº 007/24 – expedido pela presidência Nacional do Partido Liberal, validando a seguinte recomendação: “Observarem as manifestações de apoiamento gravadas, evitando assim que sejam levadas a efeito mensagens de apoio a candidatos de outros partidos políticos, priorizando que tais mensagens sejam destinadas apenas aos pré-candidatos/candidatos do Partido Liberal nas eleições municipais de 2024.
Daí, cita-se previsão contida no Estatuto do Partido Liberal, em seu art. 48, §10º, inciso III, de que “estará sujeito à instauração de processo ético disciplinar, detentor de mandato eletivo que apoiar, clara ou veladamente, candidato de outro partido, em eleição que o Partido Liberal tenha candidatos”.
Além do senador Rogério Marinho, assinam a resolução o prefeito de São Tomé, Anteomar Pereira da Silva (segundo vice-presidente), Genildo Pereira da Costa (secretário), Hanne Bruno Figueiredo de Melo (tesoureiro) e mais Adson Luís Dias de Sousa Martins Cleitom Jácome da Costa, Daniel Gurgel Marinho Fernandes, Tássio José Gurgel Veras e o prefeito de Santa Cruz, Ivanildo Ferreira Lima Filho, o “Ivanildinho”.

Tribuna do Norte

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