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Chuvas na África deixam pelo menos 473 mortos e 1,6 milhão de afetados

Vista aérea mostra campos inundados após fortes chuvas em Baidoa, Somália.
16/11/2023
REUTERS/Feisal Omar/Foto de arquivo

Pelo menos 473 pessoas morreram, 410.350 foram obrigadas a abandonar as casas e 1,6 milhão foram afetadas pelas chuvas e inundações em vários países da África Oriental desde meados de março, informou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com estudo publicado pelo Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Ocha), as tempestades provocaram danos nas fontes de água e em outras instalações, o que agrava a propagação de doenças como a cólera e o sarampo.

O Quénia, a Tanzânia, a Somália, a Etiópia, Uganda e o Burundi são os países mais afetados por essa longa estação das chuvas, que se prolonga normalmente de março a maio, e que este ano foi agravada pelo fenômeno El Niño, uma alteração da dinâmica atmosférica provocada pelo aumento da temperatura do Oceano Pacífico.

Assim, as chuvas torrenciais, as inundações repentinas e os deslizamentos de terras deixaram pelo menos 291 mortos, 188 feridos e 75 desaparecidos no Quênia, de acordo com os últimos dados do governo.

Além disso, 278.380 pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas e mais de 412.760 pessoas foram afetadas pelas chuvas.

“A situação das barragens e dos cursos de água em todo o país é crítica, com algumas a transbordar e os diques a sofrerem erosão”, afirmou o Ocha.

Os números preliminares da Tanzânia indicam que 155 pessoas morreram em consequência das chuvas e 126 mil foram atingidas até o início de maio, segundo as autoridades.

No domingo (19), a Autoridade Meteorológica da Tanzânia avisou que o ciclone Ialy, no Oceano Índico, poderia trazer ventos fortes, tempestades e chuvas torrenciais esta semana.

Na Somália, o Ocha estima que a estação das chuvas tenha afetado 225.760 pessoas, das quais 38.730 tiveram de abandonar as suas casas.

“As chuvas torrenciais e as inundações provocaram a perda de meios de subsistência, como gado e terras agrícolas, e a destruição de pequenas empresas”, acrescentou o gabinete da ONU.

Além disso, a Somália foi particularmente atingida pelos danos causados às fontes e instalações de água, saneamento e higiene, o que está a agravar o atual surto de cólera no país do Chifre de África: foram registados 10.640 casos, sendo 120 mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Cerca de 57 mil pessoas fugiram de suas casas na Etiópia, algumas das quais puderam regressar, mas as habitações, as infraestruturas públicas e as terras agrícolas foram “significativamente danificadas, limitando ainda mais o acesso das pessoas aos serviços, especialmente em áreas já afetadas por conflitos, secas prolongadas ou pelo surto de cólera”, diz relatório.

Mais de 560 mil pessoas foram afetadas em todo o país, embora a região que faz fronteira com a Somália seja a mais atingida, com pelo menos 51 mil deslocados.

Algumas das pessoas forçadas a abandonar as casas viveram situações de superlotação, que aumentam o risco de propagação de doenças transmissíveis.

Em Uganda, as chuvas atingiram mais de 52 mil pessoas entre janeiro e abril, com pelo menos 23 mortos e 241 feridos; em maio, pelo menos 49 pessoas morreram, 296 ficaram feridas e 28 estão desaparecidas, além das 3.080 famílias que tiveram de abandonar as habitações.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Por último, no Burundi, mais de 239.780 pessoas foram afetadas pelas chuvas torrenciais e 36.900 abandonaram as suas casas.

Agência Brasil

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