
Os caminhoneiros do Rio Grande do Norte estão em greve por tempo indeterminado desde esta segunda-feira (25), quando realizaram um ato de protesto na BR-101, em Parnamirim. Na ocasião, eles usaram simbolicamente um caixão para pressionar a classe patronal por negociações. A categoria reinvindica um reajuste salarial de, pelo menos, 7%, melhores condições de trabalho e ampliação de benefícios como vale alimentação e plano de saúde.
No entanto, os representantes das empresas alegaram que precisarim de 20 dias para avaliar o impacto e consultar as transportadoras. Com isso, os motoristas decidiram parar. “Há uma intransigência e um desrespeito com a nossa categoria. Já aceitamos receber um reajuste de 7%, conforme nos foi sugerido pelo TRT, mas estamos pedindo também melhorias no plano de saúde, para que a gente consiga ser atendido, pelo menos, em algumas cidades do estado, além de melhorias no vale alimentação de forma linear ao reajuste salarial”, detalhou Negrão.
O movimento grevista pede, ainda, auxílio medicamento e cota para inclusão de trabalhadores LGBTs e profissionais com filhos atípicos no setor. O ato bloqueou parte da BR-101 no sentido Parnamirim/Natal e comprometeu o trânsito. “As ações e a greve vão seguir até que haja boa vontade da classe patronal de nos receber”, disse.
A TRIBUNA DO NORTE pediu um posicionamento do Setcern sobre a greve, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. No sábado (23), o sindicato informou pelas redes sociais que estava “atento” ao movimento. Nesta segunda-feira, reconheceu que houve paralisações temporárias nos estados do Ceará e da Paraíba, em apoio ao movimento registrado no RN.
O TRT-RN determinou a manutenção mínima de 40% das atividades, “além da livre circulação do transporte de carga viva, insumos hospitalares, medicamentos e oxigênio”. O presidente do Sintrocern disse que essa determinação foi cumprida. “Todos os caminhões de outros estados tiveram passagem livre na nossa mobilização, assim como carga viva, insumos hospitalares, medicamentos e oxigênio”, descreveu Negrão.
Tribuna do Norte
