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Brasil e Espanha avaliam se investigação de incidente que deixou feridos após turbulência em voo será feita de forma conjunta, diz Anac

Avião da Air Europa no Aeroporto de Natal — Foto: Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi

Brasil e Espanha estudam se a investigação do incidente que deixou pelo menos 40 passageiros feridos em um voo da Air Europa, após uma turbulência, será feita em conjunto entre os países ou se será conduzida apenas pela autoridade investigadora espanhola, país onde opera a companhia aérea.

O avião fazia um voo de Madri (Espanha) para Montevidéu (Uruguai) e estava com 325 passageiros quando enfrentou a turbulência e precisou fazer um pouso de emergência em Natal na madrugada de segunda-feira (1º).

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De acordo com o chefe da Assessoria de Segurança Operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Bernardo Tomaz de Castro, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) notificou a autoridade da Espanha para definir os rumos da investigação.

“O Cenipa, inclusive, já entrou em contato com a autoridade de investigação espanhola para decidir quem vai ficar responsável ou se farão a investigação de forma conjunta”, disse em entrevista à Inter TV Cabugi.

Bernardo de Castro explicou que, apesar do pouso de emergência ter sido em Natal, o incidente com a turbulência “muito provavelmente” aconteceu no espaço aéreo internacional, e não no brasileiro. Quando isso acontece, o país de origem da companhia aérea costuma ficar responsável pela investigação completa.

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O Cenipa informou, em nota, que realizou uma “Ação Inicial” da ocorrência envolvendo o Boeing 787-9 Dreamliner, que pousou de urgência no Aeroporto Internacional de Natal após a turbulência que feriu pelo menos 40 passageiros.

“Na Ação Inicial são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado que realiza a coleta e a confirmação de dados, a preservação dos elementos, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias à investigação”, disse em nota.

O chefe da Assessoria de Segurança Operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Bernardo Castro, explicou que o avião decidiu pousar em Natal após o incidente por ser a cidade mais próxima com um aeroporto com estrutura para receber a aeronave.

“Quando acontece algum incidente no voo, o avião tem que pousar no aeródromo, no aeroporto que seja, que tenha uma infraestrutura adequada pra recebê-lo. Nesse caso específico da Air Europa, que era um Boeing 787 com mais de 300 passageiros, o aeroporto mais próximo era o Aeroporto de Natal”, explicou.

O avião fez um pouso de emergência em Natal após sofrer uma turbulência na madrugada de segunda-feira (1º). Segundo a Zurich Airport Brasil, que opera o Aeroporto de Natal, a aeronave solicitou o pouso de emergência às 2h32.

Os pacientes, segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que realizou os primeiros socorros, bateram a cabeça durante a turbulência e apresentavam fraturas na cervical, lesões na face e dores no tórax.

Pelo menos seis passageiros que estavam no voo desviado para Natal continuavam internados em hospitais da capital potiguar até a noite desta terça-feira (2), sendo quatro na UTI.

O voo saiu de Madri (Espanha) com destino a Montevidéu (Uruguai) e não tinha qualquer parada inicialmente programada para Natal.

g1 RN

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