Foto: Cedida

 

Em busca de realizar o seu sonho de ser médica, a estudante Evelyn Medeiros, de 24 anos, iniciou uma campanha de arrecadação para conseguir permanecer em Campina Grande, na Paraíba, onde cursa medicina em universidade particular. Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, ela relata enfrentar dificuldades financeiras, familiares e emocionais desde que ingressou na faculdade.

 

Atualmente no 4º período do curso, Evelyn conta que, mesmo com o apoio do Fies Social, modalidade voltada a alunos de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, ela tem enfrentado dificuldade para arcar com os custos fixos de sobrevivência: aluguel, alimentação, transporte, e valores e dívidas relacionadas à coparticipação junto ao Fies.

 

Apesar do suporte do financiamento estudantil, a estudante conta que a situação financeira da família se agravou logo no início do curso, quando a mãe da estudante ficou desempregada poucos dias após a mudança dela para Campina Grande. O pai, que também trabalha em supermercado, passou a fazer corridas por aplicativo para complementar a renda. Durante esse período, segundo Evelyn, ele foi assaltado em Natal e teve a motocicleta levada, embora o veículo tenha sido recuperado.

 

“(A situação financeira) impactou em todos os sentidos. De um lado, uma mãe angustiada que vendeu fogão, geladeira, fez panfletagem, vendia trufas, fazia bico em supermercado como degustadora de alimentos enquanto procurava trabalho. Do outro lado, eu em Campina Grande me sentindo angustiada”, conta.

 

Para tentar manter a filha na faculdade, a mãe vendeu trufas, fez panfletagem, bazares e ações de degustação. Evelyn também buscou trabalhos temporários durante as férias. “Nas férias eu trabalhava em eventos, tanto em credenciamento como fantasiada para uma marca específica. Trabalhei também em degustação de queijos, temperos, sucos e outros produtos”, relata.

 

Além das dificuldades financeiras, Evelyn relata enfrentar uma crise depressiva e fazer uso de medicamentos prescritos. A estudante afirma que a pressão para permanecer no curso, a distância da família e a instabilidade financeira têm afetado sua saúde mental. “A depressão é diferente de tudo o que costumam pensar. Ela vem chegando devagarinho, às vezes associada a um quadro de ansiedade, e quando você nota, já está na cama. Depressão não é tristeza”, declara.

 

“Me sinto muito prejudicada academicamente devido ao meu quadro de ansiedade e depressão, depressão grave. Mas sigo tentando cursar tendo apoio dos meus colegas de faculdade”, relata.

 

A jovem também afirma estar sem equipamentos adequados para estudar. O notebook que utiliza é emprestado e está quebrado. Segundo ela, uma das urgências da vaquinha é conseguir um notebook ou tablet. “Preciso de ajuda para continuar estudando sem me preocupar com comida, água, luz, internet e com a falta do dinheiro de um Uber para alguma urgência”, afirma.

 

No relato, Evelyn também descreve a situação de vulnerabilidade vivida pela família. Segundo ela, a casa onde a mãe mora tem estrutura precária. “A casa que minha mãe mora é insustentável. Não tem chuveiro, não tem pia, não tem encanamento, não tem luz elétrica, não tem dignidade”, disse.

 

Apesar das dificuldades, a estudante afirma que a motivação para continuar vem da família. “Eu já pensei em trancar o curso por ver minha família sofrendo tanto, abdicando tanto de dignidade para me manter lá. Minha motivação para continuar sempre foi minha família”, afirmou.

 

A campanha de arrecadação foi criada para ajudar Evelyn a continuar morando em Campina Grande e manter os custos necessários para seguir cursando medicina. Ela pede que as pessoas contribuam com qualquer valor e compartilhem o link da vaquinha para que a história alcance mais apoiadores.

 

“Peço que me ajudem doando, compartilhando e marcando pessoas influentes que possam me estender a mão nesse momento tão doloroso. Me ajude a realizar meu sonho de cursar medicina. Me ajude a ser médica”, pede Evelyn.

 

Dados:

Para acessar a vaquinha, clique aqui.

Chave pix para doações: [email protected]

Evelyn Luara de Medeiros Farias

 

 

 

Tribuna do Norte

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