A Vigilância Sanitária de Mossoró investiga duas mortes registradas nesta terça-feira (24) durante procedimentos de hemodiálise no Centro de Diálise de Mossoró (CDM). Os óbitos teriam ocorrido após a paralisação de equipamentos durante o atendimento.
Uma das vítimas foi identificada como Raquel Ferreira da Silva Cabral, de 53 anos, natural de Assú. Segundo relato de um familiar à reportagem, os pacientes começaram a passar mal após as máquinas deixarem de funcionar.
Equipes de fiscalização estiveram na unidade e iniciaram uma análise preliminar. Uma das hipóteses levantadas é a possibilidade de contaminação da água utilizada no processo de hemodiálise, item essencial para o funcionamento seguro dos equipamentos. A qualidade da água deverá passar por análise laboratorial.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária de Mossoró, Keila Brandão Moreira, as mortes foram confirmadas e o caso está em fase inicial de apuração. “A gente vai analisar todo o contexto. Em relação à qualidade da água, é um processo que precisa ser analisado pelos laboratórios. Quanto às obras, os corredores estão sendo revestidos, mas não há intervenções nas salas de hemodiálise”, afirmou.
A coordenadora também destacou que o funcionamento da unidade está condicionado à garantia de segurança. “Só vai abrir se tiver segurança. Caso contrário, a recomendação é não retomar os serviços”, disse.
O CDM é uma clínica privada que também atende pacientes por convênios e possui contrato com o Governo do Estado. Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte informou que ainda não havia sido oficialmente notificada e que buscaria informações sobre o caso.
Nota do Centro de Diálise
Em nota, o Centro de Diálise de Mossoró informou que houve uma intercorrência técnica no sistema de osmose, responsável pelo tratamento da água utilizada nos procedimentos. Segundo a unidade, o problema levou à paralisação temporária das atividades como medida preventiva. A clínica afirmou ainda que equipes técnicas foram acionadas e que a previsão é de normalização do funcionamento até esta quarta-feira (25).
O CDM também declarou que segue protocolos rigorosos de controle de qualidade da água, com análises laboratoriais diárias e monitoramento mensal por laboratório terceirizado, conforme normas sanitárias vigentes. A unidade informou que os laudos são encaminhados regularmente à Vigilância Sanitária. Por fim, a clínica afirmou que o caso está sendo apurado em conjunto com os órgãos de fiscalização e reiterou compromisso com a segurança dos pacientes.
O caso segue sob investigação.
Colaboração: Ismael Sousa

