Um homem de 30 anos foi preso nesta quarta-feira 18 suspeito de violência doméstica e cárcere privado no bairro Potengi, na Zona Norte de Natal, após a companheira pedir ajuda por meio de bilhetes enviados a vizinhos. A polícia foi acionada pelos moradores e realizou a prisão.

De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte à Inter TV Cabugi, o suspeito possui outros oito inquéritos, envolvendo cinco mulheres diferentes, por crimes semelhantes.

Segundo a delegada titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher da Zona Norte (DEAM), Marília Ferreira, a ocorrência apresentada pelos policiais militares incluía agressões físicas, verbais e cárcere privado, além de um histórico de violência.

“A vítima conseguiu, por meio de pequenos recados, dar conhecimento da situação que vinha sofrendo a uma pessoa próxima. Detalhes maiores que esse eu não posso dar pelo compromisso que eu assumi com a própria vítima”, disse a delegada.

A vítima conseguiu acionar ajuda ao repassar mensagens a moradores próximos, que comunicaram o caso à polícia.

Conforme apuração da emissora, os bilhetes pediam que alguém chamasse a polícia e relatavam a violência e o medo enfrentado pela mulher.

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Vítima conseguiu pedir ajuda enviando bilhetes a vizinhos – Foto: Reprodução/G1

Durante a ação policial, o suspeito tentou fugir no momento da chegada das equipes.

Em depoimento, a vítima relatou que o relacionamento “já era bem conturbado e marcado por muitos episódios das mais diversas violências”.

Ainda segundo a delegada, o homem já havia sido preso em flagrante e também preventivamente em outras ocasiões.

De acordo com Marília Ferreira, o suspeito havia retirado a tornozeleira eletrônica há cerca de um mês e voltou a praticar violência doméstica.

“O interessante é de fato que as pessoas compreendam que vizinhos, conhecidos, parentes têm também responsabilidade no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher”, reforçou.

A delegada informou que a polícia busca a manutenção da prisão do suspeito após o novo caso. “A gente conta com o bom senso que os juízes da violência doméstica costumam ter e a sensibilidade de acordo com os próprios detalhes concretos do caso. E a gente conta com a manutenção da prisão dele, sim”, falou.

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