No dia 26 de julho, mais de 100 policiais se mobilizaram em ação que resultou na morte de Marcelo Johnny Viana Bastos — o Marcelo “Pica-Pau”, criminoso mais procurado do Rio Grande do Norte.

As cenas de guerra na cidade de Extremoz (RN) se amplificaram porque, paralelamente, duas operações policiais foram conduzidas. Uma delas, da Polícia Civil, buscava um dos elos do incidente: uma Toyota Hilux branca.

Após 22 horas e mais de 3.000 tiros, a caminhonete ficou completamente perfurada, com restos mortais espalhados na carroceria. Os projéteis chegaram a derrubar paredes do imóvel em que Marcelo estava.

Segundo a Polícia Federal, a Hilux ficou no fogo cruzado do maior confronto armado já visto no RN. Seis policiais também ficaram feridos.

Pica-Pau já era apontado como chefe da facção criminosa Novo Cangaço. Há indícios de seu envolvimento em roubo a bancos e de veículos. Estima-se que ele tenha participado de 14 homicídios entre junho e julho deste ano.

O que aconteceu?

Em 24 de junho, registrou-se o furto de uma Hilux branca em Ceará-Mirim (RN), na região metropolitana da capital potiguar.

No dia 6 de julho, uma Hilux da mesma cor foi utilizada no assassinato de Bruna Assunção, de 27 anos. Recém-casada, ela viajava com o sogro, uma criança e outra mulher por uma rodovia da região quando a caminhonete se aproximou.

O veículo foi usado para cercar o carro da família, a fim de que os bandidos anunciassem o assalto. Quando o sogro tentou fugir, abriu-se fogo, segundo a polícia. Bruna foi atingida na cabeça e chegou morta ao hospital.

No dia 13 de julho, a Polícia Militar anunciou a apreensão de uma Hilux com as mesmas características em Rio do Fogo, a 70 km de Ceará-Mirim.

O veículo tinha registro de roubo, mas, segundo apurou o UOL Carros, não correspondia ao utilizado no latrocínio.

O dia da ação

Em 26 de julho, a Polícia Civil se dirigiu a uma casa alugada em Extremoz — também na Grande Natal — após a denúncia de que a Hilux fatídica estaria lá. Junto da constatação, vieram os tiros de Marcelo Pica-Pau, que portava armamento pesado.

Enquanto reforços eram chamados, outra equipe da Polícia Civil chegava, por coincidência, ao local, a fim de cumprir um mandado de prisão.

O líder do grupo, que morreu no confronto, tinha condenações e mandados de prisão preventiva em aberto por crimes como furto, homicídio qualificado, associação criminosa e uso de explosivos

— Ministério da Justiça e Segurança Pública, em comunicado.

Ao longo das 22 horas de resistência do criminoso, foram cerca de 3.000 tiros disparados e diversos artefatos explosivos detonados no perímetro da casa.

A Hilux foi tão perfurada que, em diversos pontos, os buracos se juntaram em furos maiores.

E agora?

Após o confronto, a Toyota Hilux foi encaminhada ao pátio da Polícia Civil, onde foi analisada a fim de embasar a investigação do caso.

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