O homem de 23 anos suspeito de manter a própria esposa da mesma idade em cárcere privado há 8 anos foi solto na manhã deste domingo (16) após passar por uma audiência de custódia, segundo a Polícia Civil. O nome dele não foi divulgado.

Na sexta-feira (14) ele foi preso em flagrante em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, pelos crimes de sequestro e cárcere privado, causar dano emocional à mulher e ameaça, todos no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ele deverá responder em liberdade pelos crimes praticados.

A prisão aconteceu após a vítima enviar um e-mail pedindo socorro para a Casa da Mulher Brasileira. A instituição procurou a Polícia Militar (PM), que foi até a residência da mulher, na região rural.

Inicialmente ela negou que estava em situação de violência, porém, ao ser questionada sobre o e-mail, chorou e admitiu as agressões.

A vítima contou à polícia que o homem a vigiava por meio de uma câmera de segurança que ficava voltada para a porta da residência e não a deixava contatar outras pessoas se ele não estivesse presente.

Vítima mostrou marcas causadas por agressões | Foto: PCPR
Vítima mostrou marcas causadas por agressões | Foto: PCPR

O filho de 4 anos do casal também vivia preso dentro de casa, conforme o delegado Gabriel Fontana, responsável pelas investigações.

A vítima não tinha celular e só tinha acesso a um aparelho que era usado em conjunto com o homem. Disse ainda que já foi amarrada e asfixiada pelo suspeito em diversas ocasiões.

Ainda conforme a mulher, os familiares sabiam da situação e eram coniventes com as agressões, acobertando o marido.

Conforme o delegado, a polícia apreendeu as câmeras de monitoramento e está extraindo as imagens para integrar as investigações.

Vítima pediu socorro anteriormente por meio de bilhete

Mulher também pediu socorro por meio de bilhete entregue em posto de combustíveis há 15 dias | Foto: PMPR
Mulher também pediu socorro por meio de bilhete entregue em posto de combustíveis há 15 dias | Foto: PMPR

Segundo a PM, esta não foi a primeira vez que a mulher tentou pedir ajuda para denunciar as violências sofridas.

Há cerca de 15 dias, a vítima entregou um bilhete pedindo socorro em um posto de combustíveis.

“Me ajude. Sofro muita violência em casa”, dizia o papel.

Na época, conforme a polícia, a corporação fez diligências na região indicada pelo bilhete, mas não encontrou a mulher, nem o suspeito.

g1

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