O Rio Grande do Norte tem 3 entre as 5 cidades do litoral brasileiro com mais macrorresÃduos nas praias. Foi o que apontou o “Raio-x dos resÃduos na costa brasileira”, um estudo divulgado pela Sea Shepherd Brasil, uma organização sem fins lucrativos de proteção à vida marinha.
O estudo foi realizado após uma expedição cientÃfica pelo litoral e feito pela organização em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) para mapear a poluição por plástico e outros resÃduos. O resultado foi preliminar.
As cidades que compõem os cinco primeiros lugares com mais macrorresÃduos são, em ordem:
Segundo o documento, nas praias da cidade Extremoz, a cada metro quadrado 6 macrorresÃduos eram encontrados. Em BaÃa Formosa, essa média foi de 5 e em Natal, de 4,9.
Os macrorresÃduos, segundo a pesquisa, representam qualquer resÃduo com mais de 5 milÃmetros, podendo ser macroplásticos ou outros tipos de material que contribuem com a poluição da praia.
A pesquisa apontou ainda, além das cidades, as praias mais poluÃdas. E Santa Rita, em Extremoz, apareceu como a quinta praia do paÃs com a maior densidade de macrorresÃduos e também de macroplástico (como garrafas e sacolas) por m².
Os pesquisadores analisaram um total de:
Além dos macrorresÃduos, a pequisa avaliou também a presença de microplásticos (plásticos com até 5 mm).
O estudo explicou que é necessário cautela para fundamentar completamente os rankings das praias e cidades, devido à “menor representatividade do tamanho de amostragem”, mas que a análise dos locais “fornece uma importante fotografia indicativa aos gestores desses municÃpios e praias em questão”.
Dos estados com litoral, o RN foi o 11º lugar em quantidade de macroplásticos encontrados. A ParaÃba liderou o ranking de 17 estados, sendo o litoral com o maior registro.
O estudo apontou que 100% das praias analisadas do Brasil possuem macrorresÃduos e 97% têm microplásticos.
Segundo o estudo, os apetrechos de pesca representaram 1 em cada 10 itens encontrados na costa brasileira, “indicando falhas na fiscalização, especialmente em áreas de proteção integral”.
Os apetrechos de pesca corresponderam a 11,2% dos plásticos e 10,3% de todos os itens analisados no litoral brasileiro.
Segundo a pesquisa, 91% dos itens encontrados nas praias são plástico. Ao todo, 72 mil macrorresÃduos foram analisados e 16 mil microplásticos, que podem ser de até 5 milÃmetros.
A pesquisa apontou ainda que havia a chance de 1 a cada 12 resÃduos encontrados ser uma bituca de cigarro.
A presidente da Sea Shepherd Brasil apontou na pesquisa que a ideia com a expedição e o estudo é conscientizar a população, trabalhar em ações diretas para reduzir a poluição – como ocorre em BaÃa Formosa – e alertar os gestores municipais.
“Seguiremos também utilizando os resultados da pesquisa como uma maneira de alertar cidades pelo paÃs a seguirem desenvolvendo suas polÃticas locais de gestão de resÃduos e reciclagem, como já fazemos nas cidades de Anori, no Amazonas, e em BaÃa Formosa, no Rio Grande do Norte, com a ambição de expandir para mais cidades”, relatou no estudo.
g1 RN

