Em março de 2024, ao custo de R$ 605,33, a cesta básica em Natal acumulou alta de 8,86% nos três primeiros meses do ano. Foi o quarto menor valor entre as 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. A capital potiguar apresentou o terceiro maior aumento nesse rol (4,49%) em relação a fevereiro. Em comparação com março de 2023, a cesta sofreu redução de 1,58%.

De fevereiro para mar;o, sete dos doze produtos que compõem a cesta tiveram alta nos preços médios em Natal. O tomate lidera (34,80%), seguido da banana (8,77%), carne bovina de primeira (1,54%), açúcar refinado (0,66%), pão francês (0,29%), feijão carioca (0,21%) e café em pó (0,20%). Outros cinco alimentos apresentaram redução, puxada pela farinha de mandioca (-1,73%), óleo de soja (-1,85%), manteiga (-2,71%), leite integral (-4,15%) e arroz agulhinha (-4,35%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram observadas elevações em sete produtos da cesta: arroz agulhinha (29,03%), banana (14,74%), açúcar refinado (10,05%), tomate (6,98%), manteiga (1,10%), café em pó (0,30%) e pão francês (0,21%). Foram registradas quedas nos demais produtos: óleo de soja (-21,17%), carne bovina de primeira (-10,41%), feijão carioca (-9,56%), leite integral (-9,31%) e farinha de mandioca (-6,15%).

Em todo o país, entre fevereiro e março de 2024, as elevações mais importantes ocorreram no Recife (5,81%), em Fortaleza (5,66%), Natal (4,49%) e Aracaju (3,90%). Já as reduções mais expressivas foram observadas no Rio de Janeiro (-2,47%), Porto Alegre (-2,43%), Campo Grande (-2,43%) e Belo Horizonte (-2,06%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 813,26), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 812,25), Florianópolis (R$ 791,21) e Porto Alegre (R$ 777,43).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 555,22), João Pessoa (R$ 583,23) e Recife (R$ 592,19).

A comparação dos valores da cesta, entre os meses de março de 2023 e 2024, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, exceto Natal (-1,58%). As maiores variações ocorreram no Rio de Janeiro (10,42%), Belo Horizonte (8,85%), Brasília (7,84%) e Curitiba (7,11%).

Enquanto isso, nos três primeiros meses do ano, o custo da cesta básica aumentou em todas as cidades, com variações que oscilaram entre 1,42%, em Porto Alegre, e 10,58%, em Salvador.

Salário
Levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima que, em março de 2024, o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.832,20 ou 4,84 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.412,00.

Nesse mês, o trabalhador de Natal, remunerado pelo salário mínimo, precisou trabalhar 94 horas e 19 minutos para adquirir a cesta básica; tempo maior do que em fevereiro, quando precisou de 90 horas e 16 minutos. Em março de 2023, quando o salário mínimo era de R$ 1.302,00, foram necessárias 103 horas e 55 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador potiguar precisou comprometer 46,35% da remuneração em março de 2024, para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Em fevereiro, o percentual gasto foi de 44,35%. Já em março de 2023, o trabalhador comprometia 51,07% da renda líquida.

Tribuna do Norte

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