Os partidos políticos ainda contam com prazo de mais de 100 dias para montagens das chapas de candidatos aos pleitos proporcional e majoritário, mas os atuais vereadores só têm até sábado (6) para trocas de partidos por causa do encerramento da chamada “janela partidária”, sem riscos de perdas dos mandatos na campanha de reeleição em outubro.

Da mesma forma que termina o prazo – seis meses antes do pleito eleitoral, para que pretensos candidatos a prefeito ou a vereador se filiem a partidos políticos para a disputa de votos em 6 de outubro.

A acomodação partidária dos vereadores decorre também da formatação de apoios às chapas majoritárias. Quem sai na frente em Natal é o partido União Brasil, que tem como pré-candidato a prefeito o deputado federal Paulinho Freire, devendo terminar a semana como maior bancada da Câmara Municipal – dez cadeiras.
Já eram filiados à legenda do União Brasil desde 2022 os vereadores Camila Araújo, Felipe Alves, Robson Carvalho e Tércio Tinoco. Depois da abertura da janela partidária em 6 de março, ingressaram no partido os vereadores Aroldo Alves e Raniere Barbosa, que deixaram o PSDB e o Avante.

Agora estão assinando ficha de filiação ao União Brasil os vereadores Dickson Júnior (já avisou que não vai para a reeleição) e Nîna Souza, que se desligam do PDT, enquanto os Chagas Catarino e Nivaldo Bacurau, estão saindo do PSDB e do PSB.

A vereadora Nina Souza informou que as filiações estão ocorrendo formalmente e de maneira individualizada pelos vereadores e outros pré-candidatos, não havendo, por enquanto movimento coletivo do partido para apresentação da futura chapa de 30 pré-candidatos: “Só depois do dia 6, depois que tiverem todos confirmados, haverá um ato político”.

A segunda maior bancada da CMN passa a ser do PSDB, que chegou a ser de sete vereadores e passa a ter quatro cadeiras – Aldo Clemente, Anderson Lopes, Hermes Câmara e Klaus Araújo, que apoiam a pré-candidatura de Paulinho Freire.

Além de Chagas Catarino, deixam o ninho tucano o vereador Herberth Sena, que foi o mais votado em Natal nas eleições municiais de 2020, com 6.029 sufrágios, e abriu conversas com o Partido Verde (PV) e o vereador Kleber Fernandes (Republicanos).

A bancada da Federação Brasil da Esperança também tem quatro vereadores – Brisa Bracchi, Daniel Valença (PT), Milklei Leite (PV) e Júlia Arruda (PC do B), mas pode ultrapassar o PSDB, caso se confirme a filiação de Herberth Sena ao PV, e apoia a pré-candidada do PT à prefeita de Natal, deputada federal Natália Bonavides.
O presidente estadual do PV, vereador Milklei Leite, confirmou que existe resistência à filiação de Sena.
“Estamos dialogando, pois temos de fazer uma nominata forte”, explicou ele, esperando superar o imbróglio politico, da mesma forma que o partido superou o impasse da filiação de Tarcio Macedo marido da deputada Eudiane Macedo (PV) e que também tentará uma cadeira de vereador em Natal.

Em seguida vêm as bancadas com duas cadeiras – Republicanos, com os vereadores Bispo Assis (ex-PRB) e Kleber Fernandes, que acompanham o prefeito e presidente estadual da legenda, Álvaro Dias e ainda a Federação PSOL/Rede, dos vereadores Robério Paulino e Eribaldo Medeiros (ex-PSB), respectivamente.

Com uma cadeira, aparecem os seguintes partidos: Progressistas (PP), do presidente da Casa, vereador Ériko Jácome (ex-MDB) e o Podemos, do vereador Preto Aquino (ex-PSD), partidos que integram a aliança politica com o União Brasil.

O MDB perdeu Jácome, mas no dia 4 o presidente da Executiva Estadual, vice-governador Walter Alves, abona a filiação da vereadora Ana Paula Araújo, que larga o partido Solidariedade.

Já o vereador Luciano Nascimento, que era filiado ao PTB e ingressou no PSD, é o único a acompanhar a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves. Os vereadores Peixoto (PTB) e Margarete Régia (Pros) continuam, momentaneamente, nos mesmos partidos.

Tribuna do Norte

Limpa Mil