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Pesquisa aponta que 78% dos negócios não obtiveram lucro em maio; imposto seletivo prejudica empresas

A pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que a taxa sobre bebidas açucaradas pode agravar situação de empresas endividadas e com margens de lucro reduzidas. Divulgado nesta quarta-feira (3), o levantamento foi realizado com 2.416 empreendedores e mostra que os bares e restaurantes ainda enfrentam significativos desafios financeiros.

De acordo com a pesquisa, 78% dos negócios não obtiveram lucro em maio: 35% registraram prejuízo e 43% ficaram em equilíbrio. Apenas 22% conseguiram lucrar. Além disso, os estabelecimentos ainda enfretam margens de lucro cada vez mais apertadas. Dados de inflação mostram que os principais insumos, alimentos e bebidas subiram 4,2% neste ano, enquanto a inflação no setor foi de apenas 1,99%.

O estudo realizado pela Abrasel ainda mostra que 55% dos estabelecimentos não estão conseguindo reajustar os preços conforme a inflação. Esse resultado negativo vem em um momento crítico, em que se discute a regulamentação da reforma tributária, incluindo a adoção de alíquotas mais altas para produtos muito consumidos em bares e restaurantes, como as bebidas adoçadas.

O presidente da Abrasel, Paolo Passariello, considera que a medida é um erro e que poderá trazer impactos negativos para o setor da alimentação fora do lar. “Trata-se de uma medida muito dura para o nosso setor. Diante dos resultados da pesquisa já conseguimos identificar que o nosso setor não conseguiu retomar um fôlego adequado há algum tempo. Agora imagina que bebidas açucaradas – que são bastante vendidas em bares e restaurantes – poderão ser tributadas? Com toda certeza trará um aumento no produto e nós estamos na luta para manter os preços acessíveis para o nosso consumidor”, afirma.

Entre os desafios econômicos enfrentados pelo setor, destaca-se também o alto número de empresas endividadas. De acordo com a pesquisa da Abrasel, 50% dos negócios têm dívidas em atraso. Desses, 71% devem impostos federais, como parcelas do Simples e imposto de renda.

Paolo Passariello enfatizou a gravidade da situação. “Precisamos de medidas que incentivem a recuperação e não que penalizem ainda mais quem já está fragilizado”, conclui.

Tribuna do Norte

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